quinta-feira, 31 de dezembro de 2015



"felicidade por defeito"

respirar é o ritual
que não sabes fazer mal
é uma técnica que funciona até adormecida
o mentecapto decora
é p’ra dentro e para fora
como tudo na vida

no nascimento está a razão
para se andar aqui
ando a estudar essa emoção
desde o dia em que nasci

quando esqueces ofegante
quando te perdes de ti
se estrebuchas louco e errante
inspira-te que eu já sabia quando nasci

no nascimento está a razão
para se andar aqui
ando a estudar essa emoção
desde o dia em que nasci

se te disserem que o fazes mal
diz nasci a saber
se te disserem que o fazes bem
diz que foste lá atrás ver

se o que tinhas à partida
não estava estragado
manda embora quem te mandou fora
e te pôs em nenhum lado

no nascimento está a razão
para se andar aqui
ando a estudar essa emoção
desde o dia em que nasci

diz lá
gostas de respirar?
estás cansado de respirar?
tens vergonha de respirar?
não me digas que tens saudades
mesmo saudades da falta de ar
saudades da cabeça dentro d’ água
saudades da culpa e do sofrimento e da mágoa
se quiseres mesmo vou ali e trago-a

no nascimento está a razão
para se andar aqui
ando a estudar essa emoção
desde o dia em que nasci

tens saudades do que está longe?
a sério?
nesse convento és o único monge
essa clausura é p’ra mim mistério
saudades só sei ter do que está bem perto
abraçar o que está à mão é o único vício certo

no nascimento está a razão
para se andar aqui
ando a estudar essa emoção
desde o dia em que nasci

in "Livro de Canções do Manual da Felicidade" de João Negreiros

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015



"O que eu sou é a felicidade de estar viva"

Gostava de sair à rua com um decote até ao chão. Um decote que mostrasse tudo, o cu, as mamas, o resto, tudo, até ao chão, até estar nua se não estivesse frio. Se estivesse frio podia estar quentinha vestida com meia-calça, mas toda nua por dentro da meia-calça e da camisola interior.
Gostava de poder andar nua na rua no Verão e poder olhar para os homens sem precisar de ter medo de eles olharem para mim.
Gostava de me chamar “o que é que foi, nunca viste?”.
Gostava que a rua fosse minha e que, na minha rua, os homens fossem cavalheiros paternos que não aprenderam o paternalismo.
Gostava de me poder rir como as adolescentes, nunca me ri como uma adolescente. Adoro o riso das adolescentes. Nunca fui adolescente, tenho saudades. Acho que passei da infância à idade adulta durante a noite… para a próxima faço directa para rir toda a noite enquanto mando sms a um puto giro que anda um ano à frente e que já repetiu duas vezes…
Quero desfilar com lantejoulas até cegar quem pede esmola e quero ser a melhor amiga das mulheres.
Eu não me visto linda por causa do sexo dos homens. Eu visto-me linda por mim. Eu dou-me aos homens por mim se eles forem bons, e ternos, e sãos, e puros, e sábios, e sinceros, e honestos, e lindos, e príncipes encantados com bom feitio e ogres malvados com bom coração.
O medo não me deixa vestir o que quero e o medo não me deixa despir quando quero mas, a partir de agora… a partir de agora mato o medo do meu guarda-roupa e visto a cor que me ficar melhor. A partir de agora vou vestir o mais ousado que a minha prudência quiser e o mais recatado que a minha coragem deixar.
Eu sou uma mulher. Não sou mulher para fazer inveja às outras mulheres. Sou mulher para ser vossa irmã. Eu sou uma mulher. Não sou uma mulher para provocar o homem. Eu compreendo-me só e dou-me aos outros só para partilhar o que sou com eles.
O que sou é isto. O que sou é a felicidade de estar viva. O que sou é a capacidade infinita de amar todos os que me rodeiam como se tivessem sido feitos para mim e para me entenderem.
Eu sou a mulher. Vivo para ti e tu és todos. Não faço nada de propósito mas se a minha felicidade e a minha beleza te inspirarem podes dizer-me bom dia e até podes amar-me incondicionalmente. Eu farei o mesmo.
Eu sou a mulher e visto-me a mim própria todos os dias para mim… e para ti.

Texto do livro "O Manual da Felicidade" de João Negreiros


"O que eu sou é a felicidade de estar viva"

Gostava de sair à rua com um decote até ao chão. Um decote que mostrasse tudo, o cu, as mamas, o resto, tudo, até ao chão, até estar nua se não estivesse frio. Se estivesse frio podia estar quentinha vestida com meia-calça, mas toda nua por dentro da meia-calça e da camisola interior.
Gostava de poder andar nua na rua no Verão e poder olhar para os homens sem precisar de ter medo de eles olharem para mim.
Gostava de me chamar “o que é que foi, nunca viste?”.
Gostava que a rua fosse minha e que, na minha rua, os homens fossem cavalheiros paternos que não aprenderam o paternalismo.
Gostava de me poder rir como as adolescentes, nunca me ri como uma adolescente. Adoro o riso das adolescentes. Nunca fui adolescente, tenho saudades. Acho que passei da infância à idade adulta durante a noite… para a próxima faço directa para rir toda a noite enquanto mando sms a um puto giro que anda um ano à frente e que já repetiu duas vezes…
Quero desfilar com lantejoulas até cegar quem pede esmola e quero ser a melhor amiga das mulheres.
Eu não me visto linda por causa do sexo dos homens. Eu visto-me linda por mim. Eu dou-me aos homens por mim se eles forem bons, e ternos, e sãos, e puros, e sábios, e sinceros, e honestos, e lindos, e príncipes encantados com bom feitio e ogres malvados com bom coração.
O medo não me deixa vestir o que quero e o medo não me deixa despir quando quero mas, a partir de agora… a partir de agora mato o medo do meu guarda-roupa e visto a cor que me ficar melhor. A partir de agora vou vestir o mais ousado que a minha prudência quiser e o mais recatado que a minha coragem deixar.
Eu sou uma mulher. Não sou mulher para fazer inveja às outras mulheres. Sou mulher para ser vossa irmã. Eu sou uma mulher. Não sou uma mulher para provocar o homem. Eu compreendo-me só e dou-me aos outros só para partilhar o que sou com eles.
O que sou é isto. O que sou é a felicidade de estar viva. O que sou é a capacidade infinita de amar todos os que me rodeiam como se tivessem sido feitos para mim e para me entenderem.
Eu sou a mulher. Vivo para ti e tu és todos. Não faço nada de propósito mas se a minha felicidade e a minha beleza te inspirarem podes dizer-me bom dia e até podes amar-me incondicionalmente. Eu farei o mesmo.
Eu sou a mulher e visto-me a mim própria todos os dias para mim… e para ti.

Texto do livro "O Manual da Felicidade" de João Negreiros


"O que eu sou é a felicidade de estar viva"

Gostava de sair à rua com um decote até ao chão. Um decote que mostrasse tudo, o cu, as mamas, o resto, tudo, até ao chão, até estar nua se não estivesse frio. Se estivesse frio podia estar quentinha vestida com meia-calça, mas toda nua por dentro da meia-calça e da camisola interior.
Gostava de poder andar nua na rua no Verão e poder olhar para os homens sem precisar de ter medo de eles olharem para mim.
Gostava de me chamar “o que é que foi, nunca viste?”.
Gostava que a rua fosse minha e que, na minha rua, os homens fossem cavalheiros paternos que não aprenderam o paternalismo.
Gostava de me poder rir como as adolescentes, nunca me ri como uma adolescente. Adoro o riso das adolescentes. Nunca fui adolescente, tenho saudades. Acho que passei da infância à idade adulta durante a noite… para a próxima faço directa para rir toda a noite enquanto mando sms a um puto giro que anda um ano à frente e que já repetiu duas vezes…
Quero desfilar com lantejoulas até cegar quem pede esmola e quero ser a melhor amiga das mulheres.
Eu não me visto linda por causa do sexo dos homens. Eu visto-me linda por mim. Eu dou-me aos homens por mim se eles forem bons, e ternos, e sãos, e puros, e sábios, e sinceros, e honestos, e lindos, e príncipes encantados com bom feitio e ogres malvados com bom coração.
O medo não me deixa vestir o que quero e o medo não me deixa despir quando quero mas, a partir de agora… a partir de agora mato o medo do meu guarda-roupa e visto a cor que me ficar melhor. A partir de agora vou vestir o mais ousado que a minha prudência quiser e o mais recatado que a minha coragem deixar.
Eu sou uma mulher. Não sou mulher para fazer inveja às outras mulheres. Sou mulher para ser vossa irmã. Eu sou uma mulher. Não sou uma mulher para provocar o homem. Eu compreendo-me só e dou-me aos outros só para partilhar o que sou com eles.
O que sou é isto. O que sou é a felicidade de estar viva. O que sou é a capacidade infinita de amar todos os que me rodeiam como se tivessem sido feitos para mim e para me entenderem.
Eu sou a mulher. Vivo para ti e tu és todos. Não faço nada de propósito mas se a minha felicidade e a minha beleza te inspirarem podes dizer-me bom dia e até podes amar-me incondicionalmente. Eu farei o mesmo.
Eu sou a mulher e visto-me a mim própria todos os dias para mim… e para ti.

Texto do livro "O Manual da Felicidade" de João Negreiros


"O que eu sou é a felicidade de estar viva"

Gostava de sair à rua com um decote até ao chão. Um decote que mostrasse tudo, o cu, as mamas, o resto, tudo, até ao chão, até estar nua se não estivesse frio. Se estivesse frio podia estar quentinha vestida com meia-calça, mas toda nua por dentro da meia-calça e da camisola interior.
Gostava de poder andar nua na rua no Verão e poder olhar para os homens sem precisar de ter medo de eles olharem para mim.
Gostava de me chamar “o que é que foi, nunca viste?”.
Gostava que a rua fosse minha e que, na minha rua, os homens fossem cavalheiros paternos que não aprenderam o paternalismo.
Gostava de me poder rir como as adolescentes, nunca me ri como uma adolescente. Adoro o riso das adolescentes. Nunca fui adolescente, tenho saudades. Acho que passei da infância à idade adulta durante a noite… para a próxima faço directa para rir toda a noite enquanto mando sms a um puto giro que anda um ano à frente e que já repetiu duas vezes…
Quero desfilar com lantejoulas até cegar quem pede esmola e quero ser a melhor amiga das mulheres.
Eu não me visto linda por causa do sexo dos homens. Eu visto-me linda por mim. Eu dou-me aos homens por mim se eles forem bons, e ternos, e sãos, e puros, e sábios, e sinceros, e honestos, e lindos, e príncipes encantados com bom feitio e ogres malvados com bom coração.
O medo não me deixa vestir o que quero e o medo não me deixa despir quando quero mas, a partir de agora… a partir de agora mato o medo do meu guarda-roupa e visto a cor que me ficar melhor. A partir de agora vou vestir o mais ousado que a minha prudência quiser e o mais recatado que a minha coragem deixar.
Eu sou uma mulher. Não sou mulher para fazer inveja às outras mulheres. Sou mulher para ser vossa irmã. Eu sou uma mulher. Não sou uma mulher para provocar o homem. Eu compreendo-me só e dou-me aos outros só para partilhar o que sou com eles.
O que sou é isto. O que sou é a felicidade de estar viva. O que sou é a capacidade infinita de amar todos os que me rodeiam como se tivessem sido feitos para mim e para me entenderem.
Eu sou a mulher. Vivo para ti e tu és todos. Não faço nada de propósito mas se a minha felicidade e a minha beleza te inspirarem podes dizer-me bom dia e até podes amar-me incondicionalmente. Eu farei o mesmo.
Eu sou a mulher e visto-me a mim própria todos os dias para mim… e para ti.

Texto do livro "O Manual da Felicidade" de João Negreiros

"O que eu sou é a felicidade de estar viva"

Gostava de sair à rua com um decote até ao chão. Um decote que mostrasse tudo, o cu, as mamas, o resto, tudo, até ao chão, até estar nua se não estivesse frio. Se estivesse frio podia estar quentinha vestida com meia-calça, mas toda nua por dentro da meia-calça e da camisola interior.
Gostava de poder andar nua na rua no Verão e poder olhar para os homens sem precisar de ter medo de eles olharem para mim.
Gostava de me chamar “o que é que foi, nunca viste?”.
Gostava que a rua fosse minha e que, na minha rua, os homens fossem cavalheiros paternos que não aprenderam o paternalismo.
Gostava de me poder rir como as adolescentes, nunca me ri como uma adolescente. Adoro o riso das adolescentes. Nunca fui adolescente, tenho saudades. Acho que passei da infância à idade adulta durante a noite… para a próxima faço directa para rir toda a noite enquanto mando sms a um puto giro que anda um ano à frente e que já repetiu duas vezes… 
Quero desfilar com lantejoulas até cegar quem pede esmola e quero ser a melhor amiga das mulheres. 
Eu não me visto linda por causa do sexo dos homens. Eu visto-me linda por mim. Eu dou-me aos homens por mim se eles forem bons, e ternos, e sãos, e puros, e sábios, e sinceros, e honestos, e lindos, e príncipes encantados com bom feitio e ogres malvados com bom coração.
O medo não me deixa vestir o que quero e o medo não me deixa despir quando quero mas, a partir de agora… a partir de agora mato o medo do meu guarda-roupa e visto a cor que me ficar melhor. A partir de agora vou vestir o mais ousado que a minha prudência quiser e o mais recatado que a minha coragem deixar.
Eu sou uma mulher. Não sou mulher para fazer inveja às outras mulheres. Sou mulher para ser vossa irmã. Eu sou uma mulher. Não sou uma mulher para provocar o homem. Eu compreendo-me só e dou-me aos outros só para partilhar o que sou com eles. 
O que sou é isto. O que sou é a felicidade de estar viva. O que sou é a capacidade infinita de amar todos os que me rodeiam como se tivessem sido feitos para mim e para me entenderem.
Eu sou a mulher. Vivo para ti e tu és todos. Não faço nada de propósito mas se a minha felicidade e a minha beleza te inspirarem podes dizer-me bom dia e até podes amar-me incondicionalmente. Eu farei o mesmo.
Eu sou a mulher e visto-me a mim própria todos os dias para mim… e para ti.

Texto do livro "O Manual da Felicidade" de João Negreiros