terça-feira, 11 de agosto de 2015
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
A complexa associação
"Rock and roll poetry self esteem hipno coiso e tal... acho que é assim
que se denomina este novo género musical. Sou um pioneiro! Espero que se
divirtam e que curtam este som. Chama-se "A complexa associação" e é a
minha humilde maneira de celebrar o que somos."
"A complexa associação"
As memórias são o que te lembras delas
o que pensas é tudo o que escolhes
os aniversários são mais que as velas
e as canções são mais do que os headphones
já foste muita coisa
já estiveste em muito lado
existes como o que poisa
mas já voaste um bom bocado
lembra-te agora de tudo
e de como tudo foi bom
lembro-me e expludo
como se descobrisse um dom
um que me faz ver para trás
é que já senti muito muitas vezes
sei o que me satisfaz
e já lá estava quando era um bebé de meses
e se estiver ansioso e não quiser
lembro-me da vez em que estive mais calmo
e se tiver saudades da mulher
procuro outra invento uma imagino-a aqui e as saudades espalmo
e tudo o que me fazem
é o que faço a mim próprio
para viajar por mim como uma aragem
não preciso de telescópio
sou o que penso de mim e sou são
sou o que me lembro
sou uma complexa associação
e sou o meu melhor membro
in "livro de canções" de João Negreiros
As memórias são o que te lembras delas
o que pensas é tudo o que escolhes
os aniversários são mais que as velas
e as canções são mais do que os headphones
já foste muita coisa
já estiveste em muito lado
existes como o que poisa
mas já voaste um bom bocado
lembra-te agora de tudo
e de como tudo foi bom
lembro-me e expludo
como se descobrisse um dom
um que me faz ver para trás
é que já senti muito muitas vezes
sei o que me satisfaz
e já lá estava quando era um bebé de meses
e se estiver ansioso e não quiser
lembro-me da vez em que estive mais calmo
e se tiver saudades da mulher
procuro outra invento uma imagino-a aqui e as saudades espalmo
e tudo o que me fazem
é o que faço a mim próprio
para viajar por mim como uma aragem
não preciso de telescópio
sou o que penso de mim e sou são
sou o que me lembro
sou uma complexa associação
e sou o meu melhor membro
in "livro de canções" de João Negreiros
Letra e voz - João Negreiros
Guitarra - Edgar Ferreira
Violoncelo - Beatriz Ferreira
Piano - Pedro Lima
Composição - Benjamim Vaz
Sonoplastia - Miguel Guerra
Edição - Ana Catarina Miranda
Co-produção: Bolor Teatro e Teatro Universitário do Minho
Apoios: Instituto Português do Desporto e da Juventude; Universidade do Minho; Associação Académica da Universidade do Minho; Centro de Pesquisa e Interacção Cultural
Guitarra - Edgar Ferreira
Violoncelo - Beatriz Ferreira
Piano - Pedro Lima
Composição - Benjamim Vaz
Sonoplastia - Miguel Guerra
Edição - Ana Catarina Miranda
Co-produção: Bolor Teatro e Teatro Universitário do Minho
Apoios: Instituto Português do Desporto e da Juventude; Universidade do Minho; Associação Académica da Universidade do Minho; Centro de Pesquisa e Interacção Cultural
segunda-feira, 27 de julho de 2015
Ode ao homem bom
Ode ao homem bom
Eu gostava
de gostar dos homens que gostam de mim mas os filmes e as amigas que me põem
triste disseram-me que os homens a sério são os que não gostam.
Li uma vez
numa revista ou vi numa fotografia dessa revista que os homens maus eram
charmosos. Eu nessa altura não sabia o que queria dizer charmoso mas pela
fotografia acho que era um homem que usava um cigarro como uma arma e que tinha
um carro grande muito difícil de estacionar.
Eu gostava
de gostar de um homem bom que me amasse incondicionalmente. Um homem que me
desse atenção, que não soubesse jogar ao amor, nem jogar ao sexo, nem jogar às
paixões, nem jogar ao “vamos ver quem ama mais e vamos ver quem ama menos e
quem ama menos ganha e quem ama mais perde”.
Eu quero um
homem, não precisa de ser bonito para as revistas, nem precisa de ser bonito
nos outdoors, nem precisa de ser
bonito para as minhas amigas tristes, só precisa de ser bonito para mim.
Eu, antigamente,
achava que não conseguia controlar o amor. Achava que o amor não se escolhia e
que se me calhasse um cabrão para amar teria que ser infeliz com ele porque era
um bom partido. Tive o coração partido à conta do bom partido. Agora prefiro um
homem por inteiro.
Não vai ser
a vida a escolhê-lo para mim, nem a revista a escolhê-lo para mim, nem as
amigas tristes a escolherem-no para mim. O meu homem vou ser eu a escolhê-lo,
não vai ser amor à primeira vista, vai ser amor à primeira festa.
Vou escolher
o que souber sorrir, vou escolher o que me fizer rir, vou escolher o que me
fizer crescer, vou escolher o que me escolher ao mesmo tempo, vou escolher o
que for perfeito, não por ser perfeito, mas por me dar aquilo de que preciso.
Pela
primeira vez quero exactamente aquilo de que preciso. Preciso de um
companheiro, não preciso de um amante. Preciso de um porto, não preciso da
tempestade. Preciso de companhia, não preciso de ver filmes ruins sem ter quem goze
com eles.
Pode
conduzir um Fiat Punto, um Renault Clio, ou um Fiat Panda que comprou por 780
euros a uma tia solteira.
Eu quero um
homem bom. Os homens bons têm charme. Ainda não sei o que o charme é mas o meu
homem bom vai tê-lo.
Amo-te, meu
amor. Não sei quem és mas vejo-te com nitidez. Conheço-te como a mim e amo-te
para sempre com a certeza de quem percebeu finalmente que o amor só pode ser
uma coisa boa.
Texto do livro "O Manual da Felicidade" de João Negreiros
quinta-feira, 16 de julho de 2015
Workshop - O Manual da Felicidade
O Manual da Felicidade é a arte de mudar a tua vida para aquilo que queres que ela seja.
Imagina que podias ter à tua disposição uma fonte de inspiração… Imagina que podias ter alguém que te ajudaria a colocar em palavras aquilo que precisas de dizer, pensar, fazer, interpretar para conseguires atingir aquilo que queres ser. Imagina que a tua vida dava um filme e que és tu que decides o argumento. E, se decides o argumento, então podes decidir o teu futuro.
A sessão será desenvolvida a partir dos desafios, dificuldades e objetivos colocados pelos participantes, com o intuito de se atingir uma maior eficiência e especificidade na consecução dos mesmos, recorrendo a a técnicas de artistic e creativity coachin e aliando a arte ao desenvolvimento pessoal.
Local
VILANET, Av. Vasco da Gama, Edifício Chavão, Loja 15
4490-410 Póvoa de Varzim
18 de Julho | 15h - 17h
RESERVAS - 252108514 | vilanet@vilanet.org
domingo, 5 de julho de 2015
há espaço para mim no cume
Entrevista de João Negreiros no programa "É a vida Alvim" em Janeiro de 2015.
Texto interpretado por João Negreiros: "há espaço para mim no cume" do livro "O Manual da Felicidade" de João Negreiros
Texto interpretado por João Negreiros: "há espaço para mim no cume" do livro "O Manual da Felicidade" de João Negreiros
Há espaço para mim no cume
Se escalasses o maior pico da
maior montanha serias capaz de parar três metros antes e voltar para o
quentinho?
Se fosses à Lua preferias ficar
dentro da cápsula espacial a ver desenhos animados ou a jogar paciências sem
gravidade?
Se fosses campeão do Mundo preferias
ser do Mundo todo ou abdicavas de parte dele só para deixar países de fora da
tua excelência?
Se estivesses quase quase, eras capaz
de dizer “pronto, pronto”?
Se estivesses quase a chegar eras
capaz de dizer “pronto, já chega”?
Se fosses mesmo crente numa coisa
serias só crente na intempérie, na borrasca, na adversidade, na procela, no
desespero?
Não eras capaz de crer também no
céu mais claro a cheirar a terra molhada, no chá para a garganta roufenha, no
sorriso e na vitória?
Ganhar é desconfortável? Faz-te
comichão? Dá-te vontade de voltar para o quentinho e de não espetar a bandeira
no cume mais improvável?
Ganhar abre o problema da
habituação. Se começas a ganhar e a vencer, que é a mesma coisa, tornas-te
repetitivo e depois não sabes fazer outra coisa. E vais ter menos coisas em
comum com quem perde.
Queres um comprimido? Queres um xanax para te acalmar esse punho no ar a
brandir vitórias? Queres um cobertor? Um programa de sábado à noite gravado
para não pensares mais nisso? Queres um cérebro de um babuíno para não veres
mais do que um banana?
Ó pá! Deixa-te de merdas e ganha!
Ganha agora, ganha depois, ganha ontem, ganha sempre.
E se perderes… ganha. E se te
custar ganha. E se não gostarem de ti ganha. E se gostarem ganha. E se
continuarem a gostar ganha. E se te admirarem ganha. E se te desprezarem ganha.
E se fores feio ganha pela beleza. E se fores bonito ganha para ficares feio, e
a cheirar mal e cheio de inimigos, mas vencedor como aquele que faz o seu
destino ao mesmo tempo que faz o resto.
Ganha até que não saibas nada
para além disso. Ganha até que não seja ganhar. Ganha até que seja andar,
respirar ou outra coisa tão real como estar.
E quando te disserem o que quer
que seja tu responderás o que for porque a vitória não tem significado, é
apenas aquilo para que te levantas todos os dias.
E se o sucesso for menos
interessante e enigmático que o falhanço e a tristeza, tens razão. O sucesso é
um sítio simples como tudo o que se percebe… e tu só percebes isto: ganha
sempre até que a vitória seja o início.
in "O Manual da Felicidade" de João Negreiros
terça-feira, 23 de junho de 2015
Entrevista de João Negreiros no Porto Canal - Porto Alive
Entrevista de João Negreiros no Porto Canal, no programa Porto Alive, sobre "O Manual da Felicidade" (13 de Junho de 2015).
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