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domingo, 26 de junho de 2016

ao vivo - "a varinha mágica" de João Negreiros

O meu querido alter ego punk interpretando "a varinha mágica". Que momento delicioso, o público vilacondense é fenomenal. Obrigado a todos os músicos, técnicos, produtores e amigos. Em breve estarei no Rivoli com algo muito especial.



Espectáculo "O Manual da Felicidade" no Auditório Municipal de Vila do Conde a 21 de Maio de 2016

Co-produção: Bolor Teatro e Teatro Universitário do Minho
Edição imagem: Ana Catarina Miranda
Apoios: Vilanet.org, Câmara Municipal de Vila do Conde; Auditório Municipal de Vila do Conde; Instituto Português do Desporto e da Juventude; Universidade do Minho; Associação Académica da Universidade do Minho; Centro de Pesquisa e Interacção Cultural

"a varinha mágica"

polissemia é melhor que trissomia
massa com carne é melhor do que aletria

ser perfeito é melhor do que ser torto
estar nu é melhor do que estar roto

estar em pelota é pior do que estar nu
porque em pelota vê-se o rego do cu

ter dinheiro é melhor que numismática
andar com moedas grandes é uma coisa pouco prática

lá porque rima
não quer dizer que está certo
tem ditado em cima
mas não é o mesmo que um decreto

e se estiver escrito num castelo
e se te arriarem com um martelo
e se um beto disse que tens de sê-lo

e se a sopa tiver muito grelo
engasgares-te no que te obrigam
é uma coisa trágica
manda passar a vida com a varinha mágica

de João Negreiros in "Livro de canções do manual da felicidade"

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Novo vídeo com imagens ao vivo - "Falta mim"


Espectáculo de lançamento do livro "O Manual da Felicidade" - Maio de 2015, V. N. de Famalicão.

"falta mim" in "Livro de Canções do Manual da Felicidade" de João Negreiros

Letra e voz - João Negreiros
Guitarra - Edgar Ferreira
Violoncelo - Beatriz Ferreira
Piano - Pedro Lima
Composição - Edgar Ferreira
Edição imagem - Ana Catarina Miranda
Co-produção - Bolor Teatro e Teatro Universitário do Minho
Apoios: Intituto Português da Juventude; Universidade do Minho; Centro de Pesquisa e Interacção Cultural

"Falta mim"

se fores a árvore e deres a folha
quero-te mais à resma
amo-te mais perto que longe
quero-te longe à mesma

espera que isto soou mal
como este mar afogado em sal
espera que não era bem assim
fazes-me tanta falta como a mim


in "Livro de Canções do Manual da Felicidade" de João Negreiros
http://joaonegreiros.blogspot.com
www.omanualdafelicidade.com

domingo, 24 de janeiro de 2016

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015



"felicidade por defeito"

respirar é o ritual
que não sabes fazer mal
é uma técnica que funciona até adormecida
o mentecapto decora
é p’ra dentro e para fora
como tudo na vida

no nascimento está a razão
para se andar aqui
ando a estudar essa emoção
desde o dia em que nasci

quando esqueces ofegante
quando te perdes de ti
se estrebuchas louco e errante
inspira-te que eu já sabia quando nasci

no nascimento está a razão
para se andar aqui
ando a estudar essa emoção
desde o dia em que nasci

se te disserem que o fazes mal
diz nasci a saber
se te disserem que o fazes bem
diz que foste lá atrás ver

se o que tinhas à partida
não estava estragado
manda embora quem te mandou fora
e te pôs em nenhum lado

no nascimento está a razão
para se andar aqui
ando a estudar essa emoção
desde o dia em que nasci

diz lá
gostas de respirar?
estás cansado de respirar?
tens vergonha de respirar?
não me digas que tens saudades
mesmo saudades da falta de ar
saudades da cabeça dentro d’ água
saudades da culpa e do sofrimento e da mágoa
se quiseres mesmo vou ali e trago-a

no nascimento está a razão
para se andar aqui
ando a estudar essa emoção
desde o dia em que nasci

tens saudades do que está longe?
a sério?
nesse convento és o único monge
essa clausura é p’ra mim mistério
saudades só sei ter do que está bem perto
abraçar o que está à mão é o único vício certo

no nascimento está a razão
para se andar aqui
ando a estudar essa emoção
desde o dia em que nasci

in "Livro de Canções do Manual da Felicidade" de João Negreiros

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015




"felicidade por defeito"


respirar é o ritual
que não sabes fazer mal
é uma técnica que funciona até adormecida
o mentecapto decora
é p’ra dentro e para fora
como tudo na vida

no nascimento está a razão
para se andar aqui
ando a estudar essa emoção
desde o dia em que nasci

quando esqueces ofegante
quando te perdes de ti
se estrebuchas louco e errante
inspira-te que eu já sabia quando nasci

no nascimento está a razão
para se andar aqui
ando a estudar essa emoção
desde o dia em que nasci

se te disserem que o fazes mal
diz nasci a saber
se te disserem que o fazes bem
diz que foste lá atrás ver

se o que tinhas à partida
não estava estragado
manda embora quem te mandou fora
e te pôs em nenhum lado

no nascimento está a razão
para se andar aqui
ando a estudar essa emoção
desde o dia em que nasci

diz lá
gostas de respirar?
estás cansado de respirar?
tens vergonha de respirar?
não me digas que tens saudades
mesmo saudades da falta de ar
saudades da cabeça dentro d’ água
saudades da culpa e do sofrimento e da mágoa
se quiseres mesmo vou ali e trago-a

no nascimento está a razão
para se andar aqui
ando a estudar essa emoção
desde o dia em que nasci

tens saudades do que está longe?
a sério?
nesse convento és o único monge
essa clausura é p’ra mim mistério
saudades só sei ter do que está bem perto
abraçar o que está à mão é o único vício certo

no nascimento está a razão
para se andar aqui
ando a estudar essa emoção
desde o dia em que nasci

in "livro de canções do manual da felicidade" de João Negreiros

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

terça-feira, 25 de agosto de 2015

isto não é bem um fado


"isto não é bem um fado"

o que ouviste quando estavas bem
é o que vais dizer mais vezes
e o que falas quando estás sem
é o que vais cantar nos dias trezes

e sabes o que funciona
está-te debaixo da língua
e tens as palavras na saliva à tona
e já não sabes estar à mingua

faz a trave mestra 
p’ró palácio não ruir
acorda entre o vime da cesta
e tudo te dá vontade de rir

e mesmo quando arrasto a voz
é p’ra dizer não estamos sós

e mesmo quando grito
faço da dor um velho mito

e se o que canto de der vontade de chorar
isso é mentira que o teu riso não tem par

e se for lenta a canção
e se nasci no país errado
tiro o bolor do teu pão
porque isto não é bem um fado

in "livro de canções do Manual da Felicidade" de João Negreiros

Letra e voz - João Negreiros
Composição - Pedro Lima
Guitarra - Edgar Ferreira
Teclas - Pedro Lima
Violoncelo - Beatriz Ferreira
Sonoplastia - Miguel Guerra
Edição - Ana Catarina Miranda
Co-produção: Bolor Teatro e Teatro Universitário do Minho
Apoios: Instituto Português do Desporto e da Juventude; Universidade do Minho; Associação Académica da Universidade do Minho; Centro de Pesquisa e Interacção Cultural

sábado, 15 de agosto de 2015

Nuance


"nuance"

a parte do dia de que gosto mais és tu
a parte do corpo de que gosto mais é nu
a parte da vida de que gosto mais é agora
o tempo do tempo de que gosto mais é esta hora

e tudo o que vejo no nosso intervalo é a fresta
e tudo o que é bom e tudo o que é mais é o que resta
a parte de ti de que gosto mais é a festa
a parte de mim de que gosto mais é esta

e a terra de que gosto mais é a minha cidade
e o que sou até aqui é a idade

e esta vista é feita p’rós olhos
e o que é bonito é para se ver
para além da roupa és linda sem folhos
e quando estás nua és bem mais mulher

in "livro de canções do Manual da Felicidade" de João Negreiros

Letra e voz - João Negreiros
Guitarra - Edgar Ferreira
Composição - Benjamim Vaz
Sonoplastia - Miguel Guerra
Edição - Ana Catarina Miranda
Co-produção: Bolor Teatro e Teatro Universitário do Minho
Apoios: Instituto Português do Desporto e da Juventude; Universidade do Minho; Associação Académica da Universidade do Minho; Centro de Pesquisa e Interacção Cultural

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

A complexa associação


"Rock and roll poetry self esteem hipno coiso e tal... acho que é assim que se denomina este novo género musical. Sou um pioneiro! Espero que se divirtam e que curtam este som. Chama-se "A complexa associação" e é a minha humilde maneira de celebrar o que somos."

"A complexa associação"

As memórias são o que te lembras delas
o que pensas é tudo o que escolhes
os aniversários são mais que as velas
e as canções são mais do que os headphones

já foste muita coisa
já estiveste em muito lado
existes como o que poisa
mas já voaste um bom bocado

lembra-te agora de tudo 
e de como tudo foi bom
lembro-me e expludo 
como se descobrisse um dom

um que me faz ver para trás
é que já senti muito muitas vezes
sei o que me satisfaz
e já lá estava quando era um bebé de meses

e se estiver ansioso e não quiser
lembro-me da vez em que estive mais calmo
e se tiver saudades da mulher
procuro outra          invento uma          imagino-a aqui e as saudades espalmo

e tudo o que me fazem
é o que faço a mim próprio
para viajar por mim como uma aragem
não preciso de telescópio

sou o que penso de mim e sou são
sou o que me lembro
sou uma complexa associação
e sou o meu melhor membro

in "livro de canções" de João Negreiros

Letra e voz - João Negreiros
Guitarra - Edgar Ferreira
Violoncelo - Beatriz Ferreira
Piano - Pedro Lima
Composição - Benjamim Vaz
Sonoplastia - Miguel Guerra
Edição - Ana Catarina Miranda
Co-produção: Bolor Teatro e Teatro Universitário do Minho
Apoios: Instituto Português do Desporto e da Juventude; Universidade do Minho; Associação Académica da Universidade do Minho; Centro de Pesquisa e Interacção Cultural

sábado, 25 de abril de 2015

Li verdade


"Li verdade" in "livro de canções" de João Negreiros

Letra e voz - João Negreiros
Piano - Maria do Céu Camposinhos
Sonoplastia - Miguel Guerra
Edição - Alexandra Brito
Co-produção: Bolor Teatro e Teatro Universitário do Minho
Apoios: Instituto Português da Juventude; Universidade do Minho; Centro de Pesquisa e Interacção Cultural

Li verdade

o que vale é que os cadernos são baratos
o que vale é poderes coçar os chatos
o que vale é só a letra mesmo ao lado da argola
o que vale é que ainda não se paga o ar
o que vale é que aí dentro                         sendo dentro a tua tola
o que vale é que não pagas p’ra pensar

se procuras aquilo que quer o outro
e não sabes bem o que te sabe a ti
se não sabes bem estás morto
se não falas perdigoto
então o que andas tu a fazer aqui?

liberdade é uma coisa a modos de usar
que se perde quando não se sabe usar
não precisas que ta tirem         como quem está a cair
liberdade é bem mais leve que um menir

porque usá-la é quase como ir ao céu
é só a procura do que queres ser mesmo
não dizeres é viveres num mausoléu
a luz do Sol não é estar feito num torresmo

escolheres é tudo o que Deus te deu
sei bem que pareço uma catequista
dos insultos façam lista
há bocado era comunista
na verdade quem sabe de mim sou eu

ir ao céu não é viver no Sol
p’ra falares tira os lábios do anzol
liberdade não escolhe religião
liberdade não milita nem tem patrão

liberdade é só estar 
e dar uso ao que tu és
liberdade é beijar
moças nos cafés

in "livro de canções" de João Negreiros

domingo, 12 de abril de 2015

falta mim


"falta mim" in "livro de canções" de João Negreiros

Letra e voz - João Negreiros
Guitarra - Edgar Ferreira
Violoncelo - Beatriz Ferreira
Piano - Pedro Lima
Composição - Edgar Ferreira
Sonoplastia - Miguel Guerra
Edição - Alexandra Brito
Co-produção: Bolor Teatro e Teatro Universitário do Minho
Apoios: Intituto Português da Juventude; Universidade do Minho; Centro de Pesquisa e Interacção Cultural

"Falta mim"

se fores a árvore e deres a folha
quero-te mais à resma
amo-te mais perto que longe
quero-te longe à mesma

espera que isto soou mal
como este mar afogado em sal
espera que não era bem assim
fazes-me tanta falta como a mim

in "livro de canções" de João Negreiros

terça-feira, 7 de abril de 2015

Novo uso ao ar


"novo uso ao ar" in "livro de canções" de João Negreiros

Letra e voz - João Negreiros
Guitarra - Edgar Ferreira
Composição - Benjamim Vaz
Edição - Alexandra Brito
Co-produção: Bolor Teatro e Teatro Universitário do Minho
Apoios: Intituto Português da Juventude; Universidade do Minho; Centro de Pesquisa e Interacção Cultural

Novo uso ao ar

Perder a vontade
é nunca estar atento
é ganhar toda a idade
perder todo o alento

perder a ilusão
fugir às arrecuas
é perder paixão
é passear sem as ruas

continuar é o novo começo
o perseverante inventou o progresso
querer acordar é uma coisa sem preço
se sonho o amanhã a dormir enriqueço

e acreditar que há por que voar
é dar um caminho e novo uso ao ar

in "livro de canções" de João Negreiros

domingo, 22 de março de 2015

vestido de folhos


vestido de folhos

se não tens pão não comas o gato
se te falta chão não fiques um chato

porque o mal existe não fiques um triste
inventar não é crime          sonha com o pulso firme

e se a Páscoa não traz ovos
e se a mágoa te faz cornos

se o Natal não trouxe comboios
faz do mal um vestido de folhos

"vestido de folhos" in "livro de canções" de João Negreiros

Letra e voz - João Negreiros
Guitarra - Edgar Ferreira
Composição - Benjamim Vaz
Edição - Alexandra Brito

Co-produção: Bolor Teatro e Teatro Universitário do Minho
Apoios: Intituto Português da Juventude; Universidade do Minho; Centro de Pesquisa e Interacção Cultural

domingo, 8 de março de 2015

felicidade por defeito


"felicidade por defeito" in "livro de canções" de João Negreiros

Letra e voz - João Negreiros
Guitarra - Edgar Ferreira
Composição - Benjamim Vaz

Co-produção: Bolor Teatro e Teatro Universitário do Minho
Apoios: Intituto Português da Juventude; Universidade do Minho; Centro de Pesquisa e Interacção Cultural


felicidade por defeito

respirar é o ritual
que não sabes fazer mal
é uma técnica que funciona até adormecida
o mentecapto decora
é p’ra dentro e para fora
como tudo na vida

no nascimento está a razão
para se andar aqui
ando a estudar essa emoção
desde o dia em que nasci

quando esqueces ofegante
quando te perdes de ti
se estrebuchas louco e errante
inspira-te que eu já sabia quando nasci

no nascimento está a razão
para se andar aqui
ando a estudar essa emoção
desde o dia em que nasci

se te disserem que o fazes mal
diz nasci a saber
se te disserem que o fazes bem
diz que foste lá atrás ver

se o que tinhas à partida
não estava estragado
manda embora quem te mandou fora
e te pôs em nenhum lado

no nascimento está a razão
para se andar aqui
ando a estudar essa emoção
desde o dia em que nasci

diz lá
gostas de respirar?
estás cansado de respirar?
tens vergonha de respirar?
não me digas que tens saudades
mesmo saudades da falta de ar
saudades da cabeça dentro d’ água
saudades da culpa e do sofrimento e da mágoa
se quiseres mesmo vou ali e trago-a

no nascimento está a razão
para se andar aqui
ando a estudar essa emoção
desde o dia em que nasci

tens saudades do que está longe?
a sério?
nesse convento és o único monge
essa clausura é p’ra mim mistério
saudades só sei ter do que está bem perto
abraçar o que está à mão é o único vício certo

no nascimento está a razão
para se andar aqui
ando a estudar essa emoção
desde o dia em que nasci

in "livro de canções" de João Negreiros

quarta-feira, 4 de março de 2015

as pessoas que quero p'ra mim


"as pessoas que quero p'ra mim" in "livro de canções" de João Negreiros

Letra e voz - João Negreiros
Guitarra - Edgar Ferreira
Composição - Benjamim Vaz

Co-produção: Bolor Teatro e Teatro Universitário do Minho
Apoios: Intituto Português da Juventude; Universidade do Minho; Centro de Pesquisa e Interacção Cultural

as pessoas que quero p’ra mim

quero primeiro quem mais eu queria
quero primeiro quem eu mais queria
quero primeiro como a mãe faz à cria

as pessoas que gostam de mim
são as pessoas que quero p’ra mim
isto é mágico como compota sem aditivos
isto é básico como elogios com adjectivos

as pessoas que gostam de mim
são as pessoas que quero p’ra mim
isto é sincero como a luz do dia
e ao meu lado só quero a gente que mais eu queria

as pessoas que gostam de mim
são as pessoas que quero p’ra mim

as pessoas que gostam de mim
são as pessoas que quero p’ra mim

não são pessoas reles
juntos trocamos peles
riem-se do que eu digo
e não do que eu penso
seguem-me por onde sigo
e o caminho nem é tão denso

essa gente que me amolece o muro
que tenho que quebrar na missão
estão comigo e eu  juro
que nunca lhes vou largar da mão

a não ser para endireitar os óculos
ou coçar o nariz
e os dedos grudam-se em ósculos
e estou com eles até à raiz

as pessoas que gostam de mim
são as pessoas que quero p’ra mim 

in "livro de canções" de João Negreiros